
O último capítulo de Três Graças exibido na última sexta-feira (15) registrou a maior audiência da novela durante toda a sua exibição.
Exibido das 21h28 às 22h45, o desfecho da trama de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva marcou 27,6 pontos de média e 28,2 pontos de pico, batendo recorde de audiência. O melhor ibope do folhetim até então era de 27,4 pontos, no dia 4 de maio.
Além disso, o final de Três Graças alcançou 45,1% de share. Ou seja: de cada cem televisores ligados na Grande São Paulo na faixa horária de exibição, 45 estavam sintonizados no fim da saga de Gerluce (Sophie Charlotte).
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Nos 179 capítulos levados ao ar, Três Graças teve 22,6 pontos de média geral. Com esse desempenho, superou produções como Um Lugar ao Sol (2021), que cravou 22,3 pontos, e Mania de Você (2024), que fechou com 21,2 pontos. No entanto, não conseguiu alcançar a antecessora, o remake de Vale Tudo, que conquistou média geral de 23,5 pontos.
Trinca de recordes no ibope
Ainda na sexta-feira, a Globo também registrou crescimento em outras faixas. O aumento veio desde a reprise de Avenida Brasil, que atingiu 15,4 pontos de média, batendo recorde às sextas no Vale a Pena Ver de Novo.
No horário das seis, A Nobreza do Amor disparou e marcou 18,9 pontos de média, também alcançando sua maior audiência nesse dia da semana. O número, inclusive, é três pontos maior que o alcançado na sexta anterior.
Quem também bateu recorde às sextas foi Coração Acelerado, que garantiu 21,2 pontos de média. Até então, o melhor índice da novela das sete nesse dia da semana era de 20,9 pontos, em 24 de abril. Cada ponto equivale a 78.780 domicílios na Grande São Paulo.






Confesso que chorei um pouco quando ouvi Samira dizer: “É a mesma história de sempre, querida, tudo gira em torno de um bebê”. Senti, na minha própria arrogância, que Aguinaldo reconhecia que essa era a sua melhor história, só que percebeu tarde demais. Estava ocupado demais escondendo tramas e trazendo à tona outras que já cansavam o público. Se ao menos a história do bebê tivesse sido contada com a mesma intensidade do retorno anticlimático de Rogério, eu ao menos me sentiria mais satisfeita. Maldita seja a célula cerebral que fez Aguinaldo pensar que seria uma boa ideia fazer o bebê desaparecer em Portugal e não aproveitar seu potencial narrativo. Ainda não sei qual era a intenção de fazer de Herculano primo de Arminda; caso contrário, ele estaria circulando nos mesmos círculos sociais que Gerluce e Ligia (aquela atriz maravilhosa que Aguinaldo não merecia). Foi uma péssima ideia fazer Lena saber quem era o pai de sua “filha”, e uma péssima ideia tê-la transformado em vilã. É terrível que Samira não tenha matado tantos personagens secundários. Por que deixaram Claudia viva? Aguinaldo precisa admitir que prolongou a trama mais do que a narrou e que muitas reviravoltas forçadas foram vendidas. Eu até jurei que o bebê a o ser a heredeira do Ferette, já que apenas um de seus netos poderia herdar a fortuna. Aguinaldo precisa aprender que matar personagens às vezes é necessário. E é irônico que, no fim, a bagunça que foi Joelly e Raúl tenha tido mais espectadores do que as histórias sem historia de Juquinha e Lorena, assim como o relacionamento de Leonardo, que foram criadas para provocar Ferette. Agora Aguinaldo está sentindo na pele o “amor” dos Loquinhas — um fã-clube tóxico. Se Aguinaldo quisesse ser o pai das telenovelas e não apenas o pai das lésbicas, as tias de sofa teriam comparecido em massa, e a segunda maior audiência da década não é suficiente. Não há desculpas; O espectador não é idiota, nem de longe. Queremos Coca-Cola, não espuma. Mas enfim, desejo tudo de bom para Aguinaldo e espero que a próxima sinopse seja tão boa quanto esta, mas que ele saiba aproveitá-la melhor; vamos lá, Walcyr, pelo menos ele é mais prático.