
A vida de Ferette (Murilo Benício) ficará de pernas pro ar na reta final de Três Graças. Nos últimos capítulos da novela das nove da Globo, o vilão ficará sem ter até onde morar e se verá obrigado a contar um de seus segredos à Arminda (Grazi Massafera).
Com o cerco se fechando em torno de seus crimes, Ferette terá que lidar com as ameaças de Samira (Fernanda Vasconcellos) após seu retorno da Europa, mas terá outra surpresa nada agradável: uma ordem de despejo.
Despejado e pressionado
No capítulo do próximo sábado (25), Zenilda (Andréia Horta) e os filhos enfim vão se vingar do crápula. Os três vão aparecer no apartamento em que moravam com Ferette, e onde ele vive atualmente com Arminda, para expulsá-lo do imóvel.
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Eles irão até a residência acompanhados por um Oficial de Justiça, que entregará a decisão judicial a Ferette. O empresário ficará chocado ao ser despejado da própria casa — que está em nome dos filhos –, mas terá que cumprir e acabará escorraçado para o olho da rua.
Algum tempo depois, Ferette ainda se verá obrigado a revelar seu mais novo segredo. Depois que Arminda flagrar uma conversa dele com Samira, o vilão confirmará que Raul (Paulo Mendes) realmente é seu filho.
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A novela Três Graças, escrita por Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, vai ao ar de segunda a sábado, a partir das 21h20, na Globo. Leia o resumo dos próximos capítulos aqui.






*Três Graças* é um exemplo da importante diferença entre o feminista e o feminino. O primeiro leva a mulher a transcender a sociedade patriarcal; o segundo coloca a narrativa feminina no centro. É este segundo aspecto que se mostra relevante na novela — uma novela que atribui a Raul o papel de vítima e oferece a Jorginho, o agressor, um caminho para a redenção; algo que, francamente, não consigo levar a sério. Nunca encarei Aguinaldo como um “aliado” ou algo do gênero, mas também nunca o vi abordar o machismo de forma tão pertinente. Ele foi tão convincente que, ao inserir personagens masculinos frágeis para lhes conferir uma riqueza narrativa para as mulheres, e acabou piorando a situação para as mesmas, retratando-as como aquelas que perdoam tudo.