
O remake de Pai Herói, sucesso da Globo na década de 1970, vai continuar na gaveta. A novela, que estava em uma concorrência para ser produzida pela TV Brasil, empresa mantida pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), controlada pelo Governo Federal, perdeu a disputa.
A trama ficou entre os três projetos do gênero que passaram na seleção para a fase final da concorrência aberta pela TV Brasil, uma parceria da EBC com a Ancine (Agência Nacional de Cinema) e o Ministério da Cultura (MinC).
A Migdal Produções é quem apresentou o projeto do remake de Pai Herói. A obra de Janete Clair concorria com outras duas produções: Império do Sul, da Mira Filmes, e Vambora, da Nova Triniti Comunicação.
De acordo com o resultado publicado pela EBC nesta quarta-feira (11), a vencedora foi a novela Vambora, da Nova Triniti Comunicação. A produção da trama custará R$ 15 milhões, conforme previsto inicialmente no edital.
Remake engavetado
Antes de concorrer na seleção da TV Brasil, a nova versão de Pai Herói quase entrou em produção na HBO Max, que adquiriu os direitos sobre o texto diretamente com a família da novelista Janete Clair. Neta da autora de novelas, a roteirista Renata Dias Gomes ficou responsável pela adaptação da obra.
No entanto, com as mudanças internas na companhia nos últimos anos, o remake da trama acabou sendo engavetado. Uma nova chance veio neste ano, mas o projeto perdeu a concorrência e continuará na gaveta aguardando novas oportunidades.
A trama
Baseada na radionovela Um Estranho na Terra de Ninguém (1958), escrita por Janete Clair para a Rádio Nacional, Pai Herói teve uma versão na Globo. A exibição do folhetim aconteceu no horário das oito entre 29 de janeiro e 18 de agosto de 1979, em 174 capítulos.
A trama acompanha a saga de André Cajarana (Tony Ramos), um rapaz que cresceu com a ilusão de que seu pai era um grande homem. Porém, as coisas mudam quando o avô, com quem ele vivia, morre — isso acontece já no primeiro capítulo.
Determinado a esclarecer a morte do pai, que morreu como bandido, o rapaz vai para o Rio de Janeiro. A intenção dele é inocentar seu progenitor das acusações de ter roubado terras e assassinado um padre.
Nessa trajetória em busca da verdade, André enfrenta seu maior desafio: o poderoso Bruno Baldaracci (Paulo Autran), ex-sócio de seu pai e hoje casado com sua mãe, Gilda (Maria Fernanda). O homem é um empresário mafioso e o maior envolvido na infâmia.





