
Autor que morreu no último sábado (10), Manoel Carlos estava afastado da TV há quase 12 anos, desde que finalizou Em Família, exibida na faixa das 21h. O novelista, no entanto, deixou obras inéditas na Globo, para as quais não existem planos para saírem do papel.
Maneco — como era conhecido — escreveu três minisséries para a emissora carioca na década passada, mas nenhuma saiu do papel. O autor, que havia feito sucesso com Maysa: Quando Fala o Coração (2009), entregou à Globo anos depois a sinopse de Vale Abraão.
Baseada no romance Madame Bovary, a minissérie chegou a ter a sinopse aprovada pela Globo, mas acabou engavetada depois que a rede decidiu suspender temporariamente a produção de minisséries, em 2012.
Globo engavetou projetos de Manoel Carlos
Antes mesmo de retornar ao horário nobre, Manoel Carlos também planejou uma continuação de Presença de Anita (2001). Com o título provisório de Anita aos 30, a obra contaria a história da protagonista, que seria novamente interpretada por Mel Lisboa.
No entanto, em 2014, Maneco voltou à faixa das nove com Em Família, sua última novela, que também acabou sendo seu último trabalho na TV. Não por vontade própria, mas por decisões da Globo na época.
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Isso porque, em 2015, o autor escreveu outra minissérie. Chamada provisoriamente de Castelo de Areia, a história gira em torno de um romance de um casal jovem, sendo ambientada no Rio de Janeiro e em Florianópolis. Só que o projeto também nunca saiu do papel.
Afastamento e salário vitalício

Em 2015, Manoel Carlos atuou como supervisor de texto da série Não Se Apega Não, exibida dentro do Fantástico. Depois, se afastou definitivamente do trabalho na televisão. Apesar de anos longe da TV, comenta-se que ele ainda recebia salário da Globo por ter um contrato vitalício com a emissora, assim como outros artistas da casa.
E assim foi até o último sábado (10), quando Maneco faleceu, aos 92 anos.





