
O autor Manoel Carlos, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, morreu neste sábado (10), aos 92 anos. Carinhosamente chamado de Maneco, ele ficou conhecido por novelas como História de Amor, Por Amor, Mulheres Apaixonadas e Laços de Família.
Manoel Carlos começou a carreira lá em 1953, como autor e diretor do programa Grande Teatro Tupi, na extinta TV Tupi. Nas décadas de 1960 e 1970, também se destacou como diretor e produtor de atrações marcantes da televisão, como Família Trapo, O Fino da Bossa e o Fantástico. Mas foi nas novelas que ele encontrou seu espaço definitivo, criando um estilo próprio, focado em histórias do cotidiano.
Entre seus grandes sucessos está História de Amor (1995), que trouxe Regina Duarte como Helena em um triângulo amoroso marcante e ainda abordou o câncer de mama, tema que teve forte impacto social na época.
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Dois anos depois, Maneco emplacou Por Amor (1997), uma de suas obras mais emblemáticas. A trama chocou o público ao mostrar uma mãe capaz de trocar o próprio bebê recém-nascido para salvar a vida da neta. O autor dizia que a história nasceu da reflexão sobre até onde uma mãe seria capaz de ir por amor a uma filha.
Em 2000, veio Laços de Família, que repetiu a fórmula de sucesso ao apostar em outro triângulo amoroso entre mãe e filha, além de trazer à tona a leucemia e a doação de medula óssea. A novela foi além da ficção e ajudou a aumentar o número de doadores no Brasil.

Já Mulheres Apaixonadas (2003) ampliou ainda mais o alcance do autor, ao tratar de temas como violência contra a mulher, preconceito e conflitos familiares, sempre conectados a histórias de amor, dor e redenção.
Outros trabalhos marcantes incluem Viver a Vida (2009), que falou sobre superação a partir da história de uma jovem que se torna tetraplégica após um acidente, e Em Família (2014), novela dividida em fases que explorou relações atravessadas por ciúme, culpa e tragédias entre gerações. Mesmo quando recebeu críticas, Manoel Carlos nunca abriu mão de sua marca: personagens complexos e tramas emocionais.
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Nos últimos anos, o autor vivia de forma reclusa no Rio de Janeiro. Manoel Carlos teve cinco filhos, mas enfrentou perdas profundas ao longo da vida, com a morte de três deles antes de seu falecimento. Ainda assim, seu legado permanece vivo na memória do público, que acompanhou por décadas as famosas “Helenas” e os dramas humanos que marcaram a história da televisão brasileira.





